
FINALMENTE, NO DIA 16 DE NOVEMBRO, PELAS 17H30
VAMOS ABRIR AS PORTAS DO
CENTRO DE FORMAÇÃO CULTURAL
ESTAMOS TODOS DE PARABÉNS!!!
MUITO OBRIGADO PELO ENTUSIASMO E APOIO DEMONSTRADOS
Abrir as portas à imaginação é, sem dúvida, um dos objectivos que originaram a criação do Centro de Formação Cultural Acaro/Contagiarte. Com a forte ligação da associação ao tecido cultural e artístico, seria inevitável o aparecimento, de modo natural, de propostas de formação que se fundem com um dos nossos grandes objectivos, isto é, experiências que formem e referenciem novos públicos.
Abrir as portas à imaginação é muito mais que ensinar. É sobretudo correr o risco de aprender, de errar, de partilhar, de vivenciar e, sublinhamos, potenciar uma diversidade de pensamentos, de posturas, de acções que enriquecem a viagem de cada um.
É COM ESTE ESPÍRITO, QUE ABRIMOS AS PORTAS A UMA NOVA CASA, DE TODOS PARA TODOS. SEJAM BEM VINDOS.
NOVAS OFICINAS – INICIAM NO DIA 16 DE NOVEMBRO
FLAMENCO
Quinta-feira, das 20h00 às 22h00
Mensalidade: 30€
Orientadora: Catarina Ferreira
Nas aulas de flamenco, rumaremos ao sul de Espanha, à Andaluzia, berço da arte flamenca onde aprenderemos a exorcizar as emoções. A dança flamenca dada a riqueza das suas coreografias pode albergar sentimentos diametralmente opostos, de um profundo sentimento de tristeza a uma euforia descontrolada.
A cultura flamenca acompanhou sempre a história de Espanha e do Mundo e através dela foram-se contando e cantando momentos marcantes da vida íntima e da sociedade em geral.
Cada palo (ritmo flamenco) é por si um documento histórico, entrando nesse personagem e sentindo na própria carne as sua penas podemos ver e dançar as nossas próprias inquietações. Como dizia Federico Garcia Lorca, por excelência, o mais flamenco dos poetas “O Flamenco, é o espelho da Andaluzia que sofre paixões gigantes e cala paixões, embaladas pelos leques e pelas mantilhas sobre as gargantas que têm. Tremores de sangue, de neve, e arranhões vermelhos feitos por olhares.”
Plano
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
* Desenvolvimento da consciência rítmica, introdução ao compás flamenco de 4×4, noção de tempo e contratempo
* Aprendizagem de sapateados básicos, domínio do tempo musical com a percussão feita pelos pés e pelas palmas
* Exercícios de postura, técnica de mãos e braços, expressão corporal e para as mulheres técnica de saia
* Aprendizagem de coreografia de rumba e tango flamencos, dois dos ritmos de festa por excelência
* Conhecer a origem, a história, os cantes e os principais artistas flamencos destes ritmos desde o século passado até à actualidade
* Explorar a memória dos passos e suas combinações;
METODOLOGIAS/PROGRAMA
Cada aula é constituída por três partes:
* Uma primeira parte com exercício de aquecimento, concentração e consciencialização corporal
* Exercícios técnicos de diferentes partes do corpo isoladas que permitirão a agilidade necessária para a execução habilidosa das coreografias
* Aprendizagem das coreografias e execução das mesmas
SEVILHANAS
Sexta-feira: 19h00 – 21h00
Mensalidade: 30€
Orientadora: Catarina Ferreira
Nas aulas de sevilhanas embarcamos nos momentos iconográficos do país vizinho. O povo andaluz sempre celebrou com cantes e bailes de sevilhanas, eventos como as feiras de gado, as cruzes de Maio e todas as outras festas que os fazem um dos destinos turísticos do Mundo e que inspiraram obras de outras artes como a mítica ópera Carmen. Retrocederemos na história para ver as sevilhanas como um baile de origem folclórico (século XIX), primeiro na forma de seguidilla, seguindo como bolero até à divisão em quatro coreografias que existem nos dias de hoje. Abordaremos os temas mais comuns: Sevilhanas de Feria da Feira de Sevilha e feiras do cavalo; Rocieras cantam temas religiosos dos devotos e da peregrinação a nossa senhora do Rocio;.Sevilhanas corraleras, vulgares nos pátios de vizinhos andaluzes; Sevilhanas litúrgicas que falam da Semana Santa. Sevilhanas boleras intituladas assim pela sua coreografia típica da dança clássica espanhola e de habilidosa execução. Sevilhanas para escutar executadas por grandes músicos flamencos. No fim teremos um intricado e misterioso jogo de mãos, a contorção dos corpos em harmoniosas voltas, jogos de pés e OLÉ!
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
* Aprendizagem das quatro coreografias tradicionais de sevilhanas divididas pelas três coplas
* Aprendizagem de trabalho a solo, a pares e em grupo
* Trabalho de postura, técnica de mãos e braços
* Expressão corporal e consciencialização corporal
* Desenvolvimento da consciência rítmica
* Domínio do tempo musical com palmas
* Conhecer a origem, a história e os principais artistas de sevilhanas desde o século passado até à actualidade
* Desenvolvimento da memória corporal
* Contacto com a música e cultura espanhola
METODOLOGIAS/PROGRAMA
Cada aula é constituída por três partes:
* Uma primeira parte com exercício de aquecimento, concentração e consciencialização corporal
* Exercícios de palmas, de técnica de braços e mãos e técnica de pés
* Aprendizagem das coreografias
GUIÃO
Quinta-feira, das 19h00 às 20h00
Mensalidade: 30€
Orientadora: Catarina Ferreira
Um dia em entrevista perguntaram a Hitchcock quais eram as três coisas fundamentais para o sucesso de um filme ao que ele respondeu “O guião, o guião e o guião”. Para que um filme seja bem sucedido tem de contar uma boa história. A construção de boas histórias cinematográficas é o que aprenderemos nas aulas de guionismo. Estudaremos as boas referências históricas, documentando-nos e partindo para o trabalho conscientes da história que estamos a escrever, delineando o público-alvo e conscientes do tema, das cenas e do tempo, transformando a narrativa plausível para a linguagem cinematográfica.
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
* Aprender a escrever um guião cinematográfico
- Criação dos personagens
- Criação de acções
- Criação de diálogos
- Gosto pela escrita
- Desenvolvimento do raciocínio lógico e criativo
- Aprendizagem da linguagem cinematográfica
- Aprendizagem de nomes e personagens fundamentais do cinema
- Divisão do filme por partes, desde a narrativa clássica em três partes até a estruturas mais modernas
- Introdução, desenvolvimento e desenlace
METODOLOGIAS/PROGRAMA
As aulas serão divididas da seguinte forma:
-Abordagem teórica e histórica de referências cinematográficas
-Exercícios práticos de escrita
-Exposição e discussão dos trabalhos dos alunos
Catarina Ferreira
Nasceu no Porto é licenciada em Jornalismo e tem pós-graduação em guião cinematográfico pela Universidade de Barcelona.
Obteve em 2009 o diploma de professora de dança para crianças da Promofitness. É bailarina da companhia Tablao Flamenco e Con Temple desde 2002. Recentemente apresentou duas obras como directora: “Variação das meninas de Goya” e “Sete mulheres”. Trabalhou como actriz num programa da televisão espanhola Localia: “Esto es pa echarlo”. Além de bailarina tem vários trabalhos editados como crítica de dança e de flamenco no Jornal de Notícias, Diario de Jerez, Ona Catalana e Catalunya Radio. No festival de flamenco de Jerez 2009 (no qual participa desde 2006) estudou com a professora Matilde Coral e Maria Moreno. No ano de 2007/2008 foi bolseira da Academia de baile flamenco de Maria del Mar Moreno, em Jerez de la Frontera onde estudou com a bailarina, com Jaime Cala e Angelita Gomez. Na mesma cidade fez formações especializadas de flamenco com Patrícia Ibanez e Ana Maria Lopez. Em Madrid, estudou expressão corporal com a professora La Truco, na escola Amor de Dios. Frequentou aulas de flamenco com Angel Munoz e Charo Espino e de clássico espanhol com Juan Motta e Ana Gonzalez. Em Granada fez formação em flamenco com a professora Elena Morente. Em Sevilha frequentou aulas de flamenco da professora Cármen de la Rosa na Academia de Manuel Betanzos. Estudou flamenco e sevilhanas na escola de Carmen Contreras com a bailarina e professora Eva Gutierrez, em Barcelona no ano lectivo de 2004/2005. Iniciou os seus estudos em dança espanhola, sevilhanas e flamenco com João Hydalgo de Medeiros. A sua formação em dança clássica começou com cinco anos pela mão das professoras Fátima e Paula Jesus, esta formação pelo método da RAD foi completada ao longo de quinze anos, mais tarde com as professoras Irene Cruz e Fernanda Canossa. Estudou dança jazz pelo método ISTD e contemporâneo com Sandra Esteves. Tem formação em teatro (cursos livres da ESMAE), maquilhagem de teatro e marionetas com Isabel Alves Costa. Tem formação em canto e em música e participou em vários projectos musicais.
2ª Oficina de DRAMATURGIA
“Escreve uma peça”
Segundas-feiras, das 20h00 às 23h00 (frequência quinzenal – 1ª aula a 23 de Novembro)
Orientador: Fernando Moreira
Destinatários
Todos os que gostam de teatro
Esta é uma oficina visa a escrita teatral. Colocar-se-á em cima da mesa as ferramentas necessárias para a construção da obra dramatúrgica num intercâmbio plural. Depois cada formando terá a oportunidade de escrever a sua peça.
Da 1ª oficina de Dramaturgia resultaram sete novos textos e sete novos autores: DIAS ANTES de Joana Céu, DEPENDENTES de Tiago Montenegro, IDENTIDADE de Sara Correia, PAS DE TROIS de Cristina Machado, PRIVATE DANCER de Maria Joana Félix, É SÓ MAIS UM de Sérgio Pereira e ESCRAVOS, MULHERES E DEUSES de Ângela Lopes.
Objectivos
Partilhar experiências dramatúrgicas
Introdução ao ABC dramatúrgico
Escrita de uma peça de teatro
E sua leitura encenada
Conteúdos Programáticos
Módulo 1
Leitura em voz alta textos de referência
Análise e debate
Visionamento de DVD’s teatrais
Análise e debate
Módulo 2
Sobre que é a peça?
Sinopse vs Resumo
Recolha de material
Módulo 3
Estrutura ou Escaleta
A voz do autor
Espaço cénico
Caracterização de personagens
Módulo 4
1ª Cenas
Saber escolher
A voz do outro
Módulo 5
Testar com actores
Começar outra vez/reescrever
Leitura ouvida
Fernando Moreira
Dramaturgo, Encenador e Actor. Frequentou as diversas oficinas de dramaturgia do Dramat/Tnsj, com particular incidência para a que teve a orientação de António Mercado. Escreve anualmente um ou dois textos directamente para o palco.
DANÇA CONTEMPORÂNEA
Sextas-feiras, das19h30 às 21h30
Orientador: Flávio Rodrigues
Aulas dirigidas a um público em geral com curiosidade em conhecer e experienciar a área da Dança Contemporânea. Pretende-se explorar o movimento através de exercícios que procuram aumentar a consciencialização do corpo, e através de uma abordagem pluridisciplinar do movimento desenvolver-se-á trabalho no âmbito da improvisação,interpretação e criação.
Flávio Rodrigues
Começou os estudos em dança aos 10 anos, na escola de dança Ginasiano.
Concluiu o curso na área da dança na escola profissional Balleteatro, onde obteve a classificação de 18 valores no seu projecto final de curso. Em 2005, vive na Holanda, com o propósito de investir na sua formação artística, onde realça aulas com Conny Janssen e Ton Simons. Em 2006 participa na semana da dança de Guimarães tendo como formadores, Peter Michael Dietz, Aldara Bizarro e Paula Castro. Em 2008 foi bolseiro do núcleo de experimentação coreográfico do Porto, destacando “Release training e composição instantânea” com Loic Touzé,“Atenção pluridimensional” com Ludjer Lamers, “Master class (dança contemporânea) ” com Jeremy Nelson, “Workshop (dança contemporânea) ” com Robert Steijn e o atelier “Pequenos gestos na cidade” com Carla Cruz. Em 2009 frequentou o curso de especialização em intervenção pública e criação de obras em site-specific, pela universidade lúsofona onde salienta formação com Joana Vasconcelos, Martha Lacerda, Gabriela Vaz Pinheiro e Ricardo Nicolau. Como bailarino ou performer trabalhou com Victor Hugo Pontes, Joclécio Azevedo, Joana Antunes, Índio Queiroz, Juliana Snapper, entre outros. Mas é desde 2006, na criação das suas próprias obras que desprende a sua maior dedicação. Criou “Tarde de mais Mariana” em 2006, uma performance produzida e estreada no Balleteatro. “Brian Slade” em 2007 – 2008, apoiada pelo Balleteatro, produzida pela Produtora de Risco – Fábrica de movimentos, é apresentada em diferentes contextos e espaços, tais como no centro Histórico de Guimarães, Festival se esta rua fosse minha…, Festival solos de Malaposta, Festival Adição +, Festival da fábrica e Dança.pt. Desenvolveu a performance “CATÁLOGO “ em 2008, apresentada no Festival Dança 08 e Festival SET. Ganhou o concurso Jovens criadores 08 de Palmela com a peça/estudo “Uma coreografia de Flávio Rodrigues”, com apresentação final em Dança.pt 09. Desenvolveu em 2009 a performance “Charlotte O`Day”, estreada no Festival da Fábrica, Teatro Helena Sã e Costa. Em 2009 desenvolve “Primavera”, um projecto Site-specific para Serralves em festa – Projecto seleccionado no concurso Serralves em festa 09. Coreografa desde 2008, a Associação de Paralisia Cerebral do Porto (APPC), neste âmbito desenvolveu os projectos “Uma viajem flutuante” e “As coisas que não destruímos”. Criou e lecciona o ateliê para crianças, “Onde está a Bailarina” em diferentes contextos e lugares. É programador e produtor do evento “Dança em Dia”. Lecciona desde 2007 aulas de dança contemporânea.
DANÇA INDIANA (Odissi e Bollywood)
Um sábado/mês
Novembro: dia 21, das 10h30 às 13h30
Mensalidade: 25€
Orientadora: Diana Rego
Odissi
“É o nome da dança do este da Índia, Inicialmente esta dança era realizada dentro dos templos de Orissa, como uma das principais oferendas a deus. Odissi é caracterizado pelos seus movimentos suaves e líricos contrastando com outros exactos e precisos. Tem um forte lado feminino, devocional, belo e vasta qualidade expressiva, assim como um intricado trabalho rítmico acompanhado pelo Pakhawaj drum, que é seguido lealmente pelo “sapateado a pé descalço” do bailarino.”
Esta dança é uma meditação em movimento. O corpo torna-se uma escultura e dança,
contando as histórias da mitologia Hindu. Este curso é de interesse para todo o tipo de bailarino e performer, há um forte trabalho de consciência corporal, rítmica e expressiva Como também para qualquer homem ou mulher que simplesmente goste de dança …
Bollywood
A palavra Bollywood é a junção das palavras: Hollywood e Bombay ( capital do cinema Indiano). Esta dança surgiu da Cinematografia Indiana, acabando por se tornar num estilo de dança , que se caracteriza pela fusão de vários estilos diferentes. Sendo a base a dança clássica e folclórica indiana, com a dança moderna , belly dance , jazz, etc… O desafio desta dança é o seu forte trabalho expressivo e rítmico.
Diana Rego
Bailarina e professora, traz uma bagagem com mais de dez anos de experiência, muitos destes passados nos países de origem destas danças ancestrais. Um ano de Graduação em dança no Brasil, na Universidade de Dança da Bahia(UFBA). Em 1987,começa o seu estudo de dança com Ballet Clássico até 1992 quando obtém o quarto grau da Royal Academy of London, na Escola de Bailado Alberta Lima. Em 1997, descobre a dança do Médio Oriente, com a professora Alema Prisca Diedrish com quem realiza um estudo intensivo, durante três anos e forma um grupo de Dança Oriental ‘Gawazy’. A partir de 2002, efectua várias viagens de pesquisa: Espanha; Grécia; Turquia; Marrocos e Israel com o propósito de aprofundar o seu estudo nas danças do Médio Oriente. Em 2003, é seleccionada para realizar o curso ‘Pesquisa e Criação Coreográfica ‘do Forum Dança, tendo como orientadores Clara Andermat, Margarida Bettencourt, entre outros.cEm 2007, permanece seis meses no norte da India, estudando dança Clássica Kathak com o Guru Mata Prasad e mais aprofundadamente, a dança Clássica Odissi com o Guru Padma Dehury .
Recebe convite de trabalho para actuar na China, em tourné novamente com o grupo ‘Terrae Ignota Gharana’, participando no Festival de Artes Fringe, em Macau e no festival Snow Montain, em Lijang, entre outros. Em 2008, regressa de novo à India para dar continuidade ao seu estudo da dança Clássica Odissi por mais seis meses.